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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Casa de Pedra

Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )

“A morada adquiriu uma aparência tectônica, responsável por integrá-la à paisagem. Considero o uso de recursos que estão à disposição uma resposta natural quando se enfrenta a tarefa de projetar”, declara o arquiteto Ramón Esteve, explicando o caráter praticamente espontâneo da ideia de aproveitar as pedras vermelhas do terreno na estrutura da obra. Todo o volume da matéria retirado do solo no assentamento das fundações foi reutilizado no envoltório da construção de 886 m². Além de ecológica, a escolha foi determinante para a estética orgânica da casa, completamente alinhada ao cenário da Serra de Caldenora, em Valência, Espanha.

Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )

Para quebrar a solidez das paredes, o arquiteto espanhol adicionou ali amplos painéis de vidro, alguns deles móveis e, outros, não. Eles fecham a maior parte dos ambientes, entre quartos, salas, cozinhas e banheiros, permitindo que a paisagem verdejante mergulhe no interior do lar. A sacada da suíte máster ocupa a fachada com a melhor vista (voltada ao leste), que avança até o oceano.


Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )

Do lado oposto (mirando ao oeste), as paredes de pedra atuam como contrafortes, a fim de preservar o pátio que cria um respiro ao ar livre entre a obra e a montanha. Seu espaço é facilmente integrado à área interna que guarda a galeria de arte privativa do proprietário através de portas de vidro correr. A madeira dos deques avança até o piso da parte de dentro da casa, feito com "udecona", um outro tipo de pedra também encontrado na região.

Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )

O interior da residência é marcado pela circulação fluida entre os espaços e o minimalismo da paleta e da decoração. Além de integrar os ambientes, a decisão de ter poucas divisórias beneficia o aproveitamento da luz natural, ressaltando ainda mais o efeito das paredes e dos móveis predominantemente brancos. Para o arquiteto, que dedicou sete anos de trabalho à obra, o resultado final revela um equilíbrio entre o uso de materiais e a geometria, combinados para formar uma espécie de torre de vigia voltada à natureza.

Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )
Casa Paz y Comedias  (Foto: Jonathan Segade / divulgação )

terça-feira, 4 de março de 2014

Mansão une arte, Design e Natureza


Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)
















A localização privilegiada dessa casa, no bairro do Morumbi, em São Paulo, em meio a umaárea densamente arborizada, foi o principal ponto de partida para o projeto de arquitetura, sob o comando de Fernanda Marques. Distribuída por três andares, a construção de 777 m² foi concebida de modo a integrar os interiores à vista.
Livre de ornamentos desnecessários, a arquitetura de traçado conciso e atemporal remete ao racionalismo de Mies van der Rohe. Leve, a construção erguida em estrutura metálica parece pousar no terreno de acentuada declividade. Fernanda conta que a implantação foi pensada justamente para aproveitar o desnível e proporcionar as vistas mais interessantes aos usuários, preservando as árvores existentes.
Em um projeto no qual um dos objetivos era criar uma fusão entre os interiores e a paisagem, um desafio foi trabalhar no limite entre a máxima transparência e o nível de privacidade ideal para cada ambiente. Para equacionar isso, a arquiteta recorreu ao vidro transparente na face voltada para a piscina. Ali foram alocados os ambientes de vocação mais social, como living, sala de jantar e sala de jogos. Os ambientes mais reservados foram organizados na outra face do lote, mais preservada e também no pavimento superior.
Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)
Fernanda conta que buscou articular os espaços em torno de elementos-chave. A entrada social, por exemplo, conta com um espelho d’água que transborda junto à escada de acesso. Já a parede amarela que corta parte da construção, esconde lavabocozinha, despensa e escada de serviço.  A escada caracol que leva ao mezanino é outro ponto de destaque por seu caráter escultórico, com guarda-corpo em chapa metálica branca e degraus vazados com pisos em madeira cumaru.

Em uma construção com muito aço e vidro, um cuidado que a arquiteta teve foi em garantir a sensação de acolhimento e conforto necessários em uma residência familiar. A escolha de alguns revestimentos evidencia a preocupação em adicionar textura e calor ao conjunto, caso do fulget na parede do living e o amarelo quente da parede que leva à cozinha.

No projeto de interiores, a estratégia foi criar cenários mais intimistas com base no uso deiluminação indireta, especialmente no living que conta com pé-direito duplo. Para neutralizar uma eventual frieza associada ao décor contemporâneo e de tons neutros, foram escolhidos revestimentos mais quentes para o mobiliário, como o couro e o suede, assim como a madeira empregada no forro.

Assim como na arquitetura, Fernanda valorizou a forma e optou por peças que chamam a atenção por seu desenho icônico para preencher os espaços. É o caso da cadeira suspensa Bubble, criada por Eero Aarnio, instalada no escritório, e das poltronas brancas Frau Auckland, desenhadas por Jean-Marie Massaud para a Cassina, no living.
Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Casa Fernanda Marques (Foto: Divulgação)

Elementos clássicos e brutos em harmonia


Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)











O que um arquiteto faz quando tem a possibilidade de decorar o seu próprio apartamento? O paulistano Maurício Karam procurou combinar estilos diferentes e imprimir sua personalidade aos ambientes, sem abrir mão de conforto e praticidade. Após viver um período em um tríplex muito compartimentado, o arquiteto adquiriu um apartamento de 160 m² em um prédio antigo no bairro de Moema, em São Paulo. O objetivo era usufruir de espaços amplos, propícios para o relaxamento e adequados para receber os amigos.
A planta original com três suítes foi alterada para dar fluidez aos espaços, integrando-os parcialmente. Algumas paredes foram derrubadas, abrindo a cozinha, que se volta para o corredor, e unindo o living à primeira suíte, que foi transformada em escritório. A reforma, que teve duração de seis meses, revelou um problema: a estrutura, excessivamente robusta. "Quando abrimos a sala junto ao escritório surgiu um pilar de quase 3 metros de largura e vigas de 70 cm. O resultado foi um zigue-zague de vigas e pilares que eu achei melhor não esconder", revela Maurício Karam. A solução encontrada foi tirar partido de uma linguagem mais bruta e urbana. Optou-se, então, por descascar a estrutura de concreto e deixá-la aparente.

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)
rusticidade do concreto deu ao arquiteto a chance de brincar com os contrastes bruto versus clássico e claro versus escuro. As paredes receberam molduras brancas e arandelas de bronze adquiridas em feira de antiguidade. O mesmo classicismo se repete nas portas, onde foram inseridas molduras e almofadas.

O piso do living e dos quartos, originalmente de madeira, foi mantido após ser ebanizado pela Projeto 1. Para as áreas molháveis - cozinha e banheiros - o arquiteto escolheu o cimento queimado. Sobretudo na sala, o décor é predominantemente escuro. Além dos elementos de concreto, o cinza marca presença em paredes e cortinas. Embora seja fã de preto, Maurício não queria que a sala tivesse uma atmosfera muito dark. Daí a inserção do enorme tapete cru, fornecido pela Casa Fortaleza, e da mesa de jantar branca, da Micasa.

Na busca por uma sala agradável, o arquiteto evitou a configuração formal e a separação entre as atividades. A mesma sala serve para ver TV e para receber. Para esse ambiente multiuso, peças de design clássico, como as mesinhas laterais de imbuia e de bronzegarimpadas em antiquários, se mesclam a certa dose de despojamento. Tal efeito foi resultado da distribuição das cadeiras de modo livre e por elementos como o bar, produzido a partir de grandes tonéis plásticos pintados de marrom.

Complementam a ambientação o sofá de três metros e a cadeira de renda Micasa, o rack revestido com laca brilhante, produzido pela Marcenaria Medeiros, o aparador de matelassê, desenhado pelo próprio Maurício Karam, e a poltrona de couro bege da La Novitá.

Acabamentos escuros e brilhantes também se sobressaem na cozinha, que tem armários revestidos com laminado que imita madeira jacarandá e pastilhas Portobello. A iluminação realizada pela Acerbi foi resolvida com a construção de forro rebaixado onde foram embutidos spots com lâmpadas minidicróicas e AR 70. A exceção fica por conta da cozinha, onde foi feito um rasgo no forro de gesso para acomodar lâmpadas fluorescentes.
Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

Apartamento Maurício Karam  (Foto: Marcelo Magnani)

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